Litteraria

As horas vagas mais improváveis

Descobertas da Semana – #6

E lá vamos nós com maaaais uma lista de música. Vocês conhecem as regras: 30 músicas escolhidas pelo algoritmo doido do Spotify, tocadas em ordem aleatória. E aparentemente meu problema com o Premium foi resolvido!

Descobertas da Semana – 19/02

Poison door – The Sisters of Mercy
Eu já ouvi tudo do Sisters, mas não consigo lembrar de ter ouvido essa música. Well, é Sisters, tem pouca coisa que eu efetivamente não gosto. Essa é basicona, e é boa.

Skeletons – The Sound
Eita baixo bom de ouvir! Tem uma levada gostosinha pra ouvir, parece um pouco Sisters mas sem a guitarrinha característica e sem o vozeirão do Andrew, mas é boa mesmo assim. Curti, vai pra playlist.

Sensoria – Cabaret Voltaire
Eu já ouvi falar dessa banda. Essa música é uma baguncinha bem alegre, vários efeitinhos correndo de um fone pro outro (também, olha o nome da música, né???). Contudo, acho que não ouviria assim com tanta frequência; serve como trilha de fundo pra ouvir os efeitinhos.

What we all want – Gang of Four
Outra música interessante de uma banda da qual eu já ouvi falar, mas ela é sossegada. Essa voz até me lembra um pouco a do Dave Gahan no começo da carreira, mas o instrumental é totalmente outra coisa. Pode fazer companhia pra coleguinha de cima pelo baixo.

Nightmares – A flock of seagulls
Essa banda eu conheço por I run. O que eu pensei, na verdade, foi “nossa, tem um monte de early 80’s nessa lista, hein?”… Anyway, pra mim não passou muito disso, os riffs me lembram muito Cure ou coisa parecida. A voz cantando é tão suave que eu tou com medo de me dar sono…

Soluk – She Past Away
Eu tou começando a enjoar dessas guitarras. De qualquer forma, essa música é bem mais dark graças ao vocal. Parece algo que eu dançaria no porão do Madame numa boa.

Psycho killer (acoustic) – Talking Heads
No terceiro “tum” eu reconheci essa música. Nunca tinha ouvido uma versão acústica dela, mas com certeza é muito melhor do que aquela merda que eu ouvi na primeira lista e que tiveram a audácia de chamar de cover.

We want the airwaves – Ramones
Ok, ISSO eu não esperava. Eu já tinha ouvido essa música algumas vezes e nunca tinha me ligado no vocal inconfundível. Ela é bem típica da banda mesmo, bem legalzinha.

Mad world – Tears for Fears
Quando eu descobri que essa música era do Tias Fofinhas eu achei o maior barato, porque essa música é bem mais animada – apesar da letra – do que a versão que a gente conhece, ou a versão com a voz do Gollum. É uma baita música.

The voice – Ultravox
As poucas músicas do Ultravox que eu conheço são legais, e eu tou convencida de que essa é uma delas porque essa levada animada – estamos animados hoje, não é mesmo? – não me é estranha. De qualquer forma, eu colocaria ela como trilha de fundo porque ela é gostosinha mas não passa muito disso.

Somewhere – The Danse Society
O nome dessa banda não me é estranho. A música é bem interessante pra se ouvir em condições preguiçosas (deitada e com a luz apagada). E tem um baixo bem interessante também.

The model – Kraftwerk
Sie ist ein Modell und sie sieht gut aus… ops, foi mal, versão errada. Eu sou suspeitíssima pra falar de Kraftwerk. Ouçam pelo menos essa, eu vos imploro. Kraftwerk é bom pra caralho. Se não quiserem tanto synth, tem a versão do Rammstein com a letra em alemão. MAS VÃO OUVIR KRAFTWERK, DAS IST EIN BEFEHL! (“A queda” mode: off)

Is Vic there? – Department S
Bem tranquila, um rockzinho sossegado. Não me chamou tanto a atenção, mas pode servir como trilha de fundo numa boa.

This big rush – Shriekback
Achei muito smooth, talvez pra relaxar seja uma boa ideia, mas pra ouvir durante o dia não seja uma escolha tão boa. Tá mais pra ambient do que pra qualquer outra coisa.

Cuts you up – Peter Murphy
Essa eu conheço. Mas também pode ser classificada, pra mim, como trilha de fundo, porque o som do Peter Murphy pode ser interessante – como é, mesmo – mas essa em particular é tranquila, dá pra ouvir enquanto faz qualquer outra coisa.

Wise up sucker – Pop Will Eat Itself
Olha, por mais que eu concorde com o nome da banda, eu não entendi como essa música veio parar aqui. Não tem muito a ver com o que tem tocado até agora, e eu sinceramente não tou entendendo é nada.

Making plans for Nigel – XTC
Mais uma que eu não sei como é que veio parar aqui e que pode fazer parzinho com a colega acima.
p.s.: Tenho pena desse Nigel.

My way – Sid Vicious
Essa não precisa de muito pra eu reconhecer. Por mais que eu saiba que a intenção do Sinatra tenha sido muito nobre, essa versão de My way é muito mais divertida na versão do Sid Vicious. m/

Alsatian Cousin – Morrissey
Olha o doido aí. Acho que essa eu nunca ouvi, apesar de eu gostar bastante da carreira solo do Morrissey. Sou bastante suspeita pra falar dele também.

When it’s over – Wipers
O instrumental bem legal, curti. Pra ser sincera eu passei a música inteira esperando que não entrasse vocal porque só o instrumental tava perfeito, ótimo, eu gostei mesmo. Daí lá pro meio da música aparece o vocal, no começo baixo e grave, daí tem uma guitarra distorcida depois de uma nota mais aguda do vocal. Continuou interessante.

Hang on to your ego – Frank Black
Mais um que eu não sei de onde saiu. Não gostei da baguncinha dessa vez. Nem é parecido com o que vinha tocando, muito menos com algo que eu ouviria voluntariamente.

Never say never – Romeo Void
Pode dar as mãozinhas pra colega acima.

She’s in parties – Bauhaus
Claro que conheço. Depois que eu descobri a mais famosa do Bauhaus fui atrás de outras. Ela é bem diferente de Bela Lugosi’s dead, óbvio, mas é bem legal de ouvir também.

Gloria – U2
Eu não sei por que diabos U2 veio parar nessa lista. Eu gosto especificamente de três músicas do U2 (Numb, Stay e Miss Sarajevo) e não faço muita questão de ouvir qualquer outra. Desta forma, declaro que estou ouvindo essa inteira pela lista, e só. Ela é boa, a voz do Bono não muda, mas eu não consigo gostar de U2. Sorry.

Louise – Clan of Xymox
Essa é boa como trilha de fundo escolhida pra ouvir tomando um vinho e batendo papo enquanto relaxa. Ela tem umas viradas bem interessantes, e a bateria vai de um ouvido pro outro. Vocal grave também colabora.

Dog eat dog – Adam and the Ants
Eu já ouvi falar nessa música, porque eu lembro desse nome esdrúxulo. Mas ela acompanha o título sendo bizarra até dizer chega. Gostei disso não.

Erschiessen – Ideal
Mais uma maluquice que não me agradou. A baguncinha dela é interessante, até, mas me incomoda por ser meio bagunçado pro lado estranho. O fato de a vocalista ficar repetindo “erschiessen” toda hora também não ajuda. Resultado: a música tem 3m40 mas parecia que não acabava nunca.

She cries alone – Skeletal Family
A bateria me lembrou Joy Division de leve, mas acabou virando algo que eu ouviria como trilha de fundo, porque a música foi rolando e eu nem notei que ela terminou.

Like a hurricane – The Mission
Conheço pouca coisa do The Mission, mas eu tenho certeza de que já ouvi essa música, ou alguma versão dela, em algum lugar. De qualquer forma, ela entra como trilha de fundo também, é bem agradável mas também é só ok.

Fascination street – The Cure
Se eu ouvi essa música uma ou duas vezes foi muito. Mas eu conheço, claro que conheço. Pensando aqui, acho que eu não ouvi muito essa música porque ela parece ser um pouco arrastada, meio tediosa por causa dos milhares de efeitinhos da música. É boa, mas well, duvido que eu ouça de novo voluntariamente.

Elise

2 comentários em “Descobertas da Semana – #6

  1. Um momento aqui pra falar o quanto o algorítmo está fazendo um bom trabalho. Graças à caixinha que vc instalou no meu PC eu consigo agora ir ouvindo as músicas enquanto faço outras coisas. Eu ouvi algumas das que vc foi indicando e não consegui deixar de lado a sensação de que eu estava lá te vendo dançar na pista da Autobahn. Eu obviamente completamente deslocado, mas adorando ver você se divertir daquele jeito. E eu realmente acho que o algoritmo está bom. Até mesmo a Wise up sucker, que você disse não saber como foi parar ali, me parece exatamente o tipo que tocaria como intervalo sonoro na Autobahn, com luz estrobo e tals.

    De todas essas na lista eu conheço só a Psycho Killer, por intermédio de filmes e de você, claro e a Mad World, que eu me lembro bem de ter sido o responsável por apresentar essa versão. Claro que vc já conhecia a original há muito tempo, mas aí eu descobri esse top 10 de músicas que a gente não sabia que era cover, e lembro da sua surpresa ao descobrir a original dessa. Eu diria que a Mad World do Gary Jules me faz pensar em solidão pura, mas a do Tear of Fears me faz pensar em alguém mergulhando na loucura. É alegrinha sim, mas é com aquele tom de "Look at this shit. Isn't it shit?!".

    E assim vou descobrindo que nossos gostos musicais são realmente beeeeem diferentes. Todas as músicas em que você denotava o baixo pra mim só serviriam de plano de fundo. Eu de fato me vejo batendo os pés ouvindo elas, mas isso é porque a batida é bem cativante, e mesmo assim não é o tipo de magia que me capturaria a ir atrás ouvir. Rssss

    Dito tudo isso, uma pequena observação à parte: This big rush – Shriekback: Me pareceu o tipo de música que eu ouviria enquanto escrevo alguma cena soturna em uma megalópole, em meio a becos escuros na calada da madrugada, com criaturas humanas noturnas "rastejando" pelas paredes dos bares. o__o

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